Design apenas pra deixar mais bonito? Você está fazendo isso errado!

Que o design é fundamental para o desenvolvimento de um produto ninguém discorda, mas em qual momento ele deve fazer parte do processo ainda é um assunto que causa arrepios em muitos empreendedores e designers.

Ainda é muito comum empreendedores procurarem um designer quando todo o produto já está desenvolvido e praticamente pronto para ser lançado, faltando apenas o “toque” do designer para deixar tudo mais bonito e esse pode ser um erro grave.

O crescimento da demanda por profissionais especializados em Experiência do Usuários (UX Design) abriu o caminho para que o design ocupasse o espaço para o qual a profissão foi criada — conceber produtos que atendam a necessidade do usuário e sejam bonitos, para o usuário e para o empreendedor (do ponto de vista de negócios)!

O desafio começa aqui, como colocar todas estas demandas para trabalharem juntas?

 

O que é Design Sprint?

A design sprint é uma metodologia de co-criação que tem origem em práticas de design thinking mas que tem o poder de construir e validar conceitos de forma muito rápida; sem aquelas longas discussões que transformam reuniões em eventos intermináveis e sem conclusão.

No Sevna Startups utilizamos a Design Sprint desde 2016, quando foi lançado o livro “Sprint — O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas 5 dias”, com leves alterações em relação ao método original para que a dinâmica toda ocorra em apenas quatro dias.

Durante o processo percorremos um caminho direcionado por um facilitador, que comanda a agenda do dia e direciona os esforços da equipe. O time, por sua vez, é formado por até 7 pessoas com experiências multidisciplinares, sendo que uma será o “tomador de decisões”, papel normalmente assumido pelo CEO ou profissional responsável pelas decisões de produto, é dele a responsabilidade de decidir alguns caminhos durante o processo.
 

Como Funciona

  1. No primeiro dia entendemos o desafio, mapeamos o problema e criamos possíveis soluções para o problema apresentado.

  1. No segundo dia avaliamos os conceitos criados através de votações e sem qualquer defesa de ideias; aqui não há espaço para que haja pressões por um caminho específico, economizando bastante tempo do time. Ao final do dia já há conteúdo suficiente para a criação de um storyboard da solução escolhida para ser transformada em protótipo.

  1. Começa o terceiro dia, agora é hora do time assumir diferentes responsabilidades. Há muito trabalho a ser feito e cada um se responsabiliza por uma parte, será necessário criar textos, pesquisar imagens, desenhar telas, montar o protótipo e definir as tarefas que serão testadas com os usuários no dia seguinte, e claro, alguém terá que ir atrás de usuários dispostos a participar dos testes.

  1. No quarto, e último dia, é hora de validar se o conceito escolhido resolve o desafio que recebemos no início do processo. Preparamos um ambiente neutro para receber os usuários e realizamos o teste com até 5 usuários, parece pouco mas é uma quantidade suficiente para conseguirmos perceber padrões de uso e a partir daí o ganho incremental seria muito pequeno.

Ao final do processo já teremos feedbacks o bastante para avaliarmos se o nosso conceito atende às exigências de todos os stakeholders (Negócios, usuários e equipe). Neste momento decidimos o que será levado adiante e o que precisa de melhorias, fazemos as correções no protótipo e testamos novamente em mais uma rodada de testes.

 

E depois?

Olhando o processo dessa forma pode parecer algo complicado e difícil de executar, mas o ganho de tempo e eficiência ao descobrir problemas antes que qualquer linha de código seja escrita é perceptível logo nos primeiros feedbacks de usuários nos testes.

As startups que passam por esse processo durante a aceleração ficam impressionadas com a riqueza de informações que conseguem coletar em tão pouco tempo e com baixíssimo custo. Além disso, muitas startups afirmam que as sprints foram decisivas na melhoria da comunicação do time; quando todos percebem parte de si na solução de um problema, se tornam mais engajados.

Nenhum produto sobreviva ao primeiro contato com o cliente, assim como não há ego que resista ao primeiro teste com usuários, seja ele do designer ou do CEO.

Esta é a essência do UX design, aprender com o usuário é exercitar um forma de buscar empatia; co-criar é construir um produto anônimo e que ao mesmo tempo gera orgulho em muitas pessoas.

Design is never done, um produto começa a envelhecer desde o primeiro dia de lançamento e alguém ainda tem dúvidas de que o design deve fazer parte do processo desde o início?

 

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